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Fatura Iberdrola

Fatura Iberdrola

Chegou a fatura de eletricidade da sua empresa e, ao abri-la, teve a impressão de que estava em outro idioma? Não se preocupe, a muitos nos passa o mesmo.

Não importa a comercializadora, pode ser uma fatura Iberdrola, EDP, Galp, Hen ou outra, mas se não compreendemos os termos técnicos, possivelmente, também não perceberemos os pormenores das nossas faturas e podemos, inclusive, acabar pagando mais do que deveríamos ao escolher nossas tarifas de eletricidade.

Caso este seja seu problema, a Lojaluz irá ajudá-lo a interpretar sua fatura, utilizando, como base, uma da companhia Iberdrola; mas, antes, iremos explicar alguns conceitos importantes do setor elétrico.

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O que é tensão elétrica?

Fatura Iberdrola

O primeiro ponto que teremos que saber para um entendimento geral da nossa fatura, é o que é tensão elétrica. A definição não é difícil: é a quantidade de energia gerada para movimentar uma carga elétrica, ou seja, quanto mais aparelhos elétricos, máquinas, motores (e tudo mais que seja ligado a um sistema elétrico) tiver, maior será a tensão elétrica necessária.

A mesma se divide em: BTN, BTE, MT e AT. Abaixo veremos a diferença entre cada um deles:

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Baixa Tensão Normal (BTN)

A BTN é utilizada no setor doméstico e também para pequenas ou médias empresas sem maquinarias pesadas. Em Portugal trabalha-se com 13 valores diferentes de potência em BTN que estão compreendidas entre 1,15kVA (geralmente encontrada em garagens ou espaços pequenos que não façam grande consumo de energia) até 41,4kVA (lojas, escritórios, armazéns,...).

Nas residências portuguesas, os valores mais comumentemente utilizados são os que vão desde 3,45kVA até 6,9kVA.

Mas, o que é potência elétrica? é a quantidade máxima de energia que pode ser utilizada durante um mesmo momento. Caso este valor seja sobrepassado, o disjuntor irá disparar. Por exemplo, uma residência que tem contratada 4,6kVA poderá consumir até 4.600W de energia simultaneamente.

Baixa Tensão Especial (BTE)

A Baixa Tensão Especial é para potências superiores a 41,4kVA. O valor máximo de potência permitida em BTE dependerá da capacidade das instalações nos pontos de tensão, portanto, isso é algo que deverá ser consultado com a empresa distribuidora de eletricidade, no caso de Portugal, a EDP Distribuição. É comum que em cidades grandes haja maiores valores disponíveis de potências que em outras menores. Existem casos de potências contratadas em BTE de até 120kVA.

Potência em BTE e MT

Antes de mais nada, é importante destacar que: a potência contratada é o valor que o distribuidor de eletricidade põe, em termos contratuais, à disposição do cliente. No caso da BTE e da MT, corresponde à máxima potência ativa média em kW, registada em qualquer intervalo, sem interrupção, de 15 minutos, durante os últimos 12 meses e seu preço é definido em euros por kW por mês.

A potência em horas de ponta é caracterizada pelo quociente entre a energia ativa fornecida em horas de ponta e o número de horas de ponta no intervalo de tempo a que a fatura respeita. O preço da potência em horas de ponta é definido em euros por kW por mês.

fatura iberdrola

Média Tensão (MT)

A MT é a tensão entre fases cujo valor eficaz é superior a 1kV e igual ou inferior a 45kV. Normalmente, utilizada em indústrias ou grande empresas com maquinaria pesada.

Alta Tensão (AT)

A Alta Tensão compreende valores superiores a 45kV e inferiores a 110kV. Costuma ser utilizada somente para hospitais ou grandes fábricas.

Energia ativa X Energia reactiva

Será necessário diferenciar estes dois tipos de energia, principalmente, se tem contratado energia em BTE, MT ou AT.

O que são?

Energia reativa fatura Iberdrola

A energia ativa, medida em kWh, é a que realmente executa o trabalho, ou seja, é a que é gasta ao utilizar algum aparelho conectado à eletricidade; já a reativa, medida em kVArh, é uma energia essencial para produzir o fluxo magnético que permitirá o funcionamento de equipamentos que necessitam de campos magnéticos para tal fim. Como exemplo temos motores, transformadores, “balastros” das lâmpadas fluorescentes, as fontes de alimentação de todos os receptores eletrónicos, etc..

A energia reativa não aquece e nem pode ser consumida. É muito comum fazer uma analogia destas energias com um copo de imperial (fino): nele, a parte líquida (o que realmente bebemos) é a energia ativa; enquanto a reativa seria a espuma (sempre precisa estar lá para que seja considerada uma imperial bem tirada). Ambas as energias ocupam espaço, mas a espuma não é o que realmente bebemos. O consumo da energia reativa, em longo prazo, costuma acarretar em problemas para o sistema elétrico, como:

  • aumento das perdas na rede;
  • redução da vida útil dos equipamentos;
  • sobrecarga de transformadores e geradores;
  • aumento na queda de tensão;
  • por consequência dos problemas anteriores, também trará penalizações tarifárias.

Como são faturadas?

A energia ativa é o valor do termo de energia, cobrado em Euros por kWh; enquanto a energia reativa é cobrada em Euros por kVArh.

Apesar da energia reativa também existir em BTN, ali ela não é faturada porque o seu valor é inexpressivo; no entanto, a partir da BTE, ela já costuma ser contabilizada, pois mesmo que não apresente custos em sua produção, ela provoca perdas nos transformadores e nas redes de transporte e de distribuição.

Ciclos Horários

As comercializadoras costumam ter a disposição dos clientes, tarifas que variam o preço do seu kWh de energia ativa, de acordo com o horário em que o mesmo é consumido. As três primeiras que lhe iremos apresentar a seguir, só estão disponíveis para BTN; enquanto a última, o tetra-horário, é para BTE, MT e AT.

Os ciclos horários podem ser diários ou semanais. No primeiro caso, um único dia poderá ser dividido em até quatro períodos com valores variáveis de kWh; já no segundo, a inconstância é ao largo da semana.

Simples

fatura iberdrola

As tarifas simples, diferentemente, das que lhes apresentaremos a seguir, possuem o mesmo valor para o kWh, independentemente, das horas de consumo. Pelo preço não variar, torna-se fácil ao consumidor, que tem esta tarifa contratada, realizar uma estimativa do seu gasto mensal em eletricidade, caso considere necessário.

Bi-horário

As tarifas bi-horárias dividem o dia (ou a semana, caso seja um ciclo horário semanal) em dois períodos: Vazio e Fora de Vazio. O primeiro corresponde ao horário de 22:00h às 08:00h e o valor do seu kWh costuma ser mais barato que em uma tarifa simples; já o segundo, vai de 08:00h às 22:00h e possui um kWh com preço mais elevado.

É uma tarifa recomendada para os clientes de BTN que fazem um maior consumo de eletricidade durante o horário noturno.

Tri-Horário

As tarifas tri-horárias, na maior parte das vezes, disponíveis só para potências a partir de 27,6kVA, partem o dia/semana em três períodos distintos: as horas de Ponta, Cheias e de Vazio. No entanto, neste caso, as horas que correspondem a cada um destes períodos irão variar caso estejamos em horário de verão ou de inverno; sendo as primeiras a que possuem o kWh com preço mais caro e, as últimas, com valor mais barato.

Tetra-horário

Os ciclos tetra-horários, também diários ou semanais, possuem quatro períodos distintos, em que o preço do kWh varia: horas de Ponta, Cheias, de Vazio e de Super Vazio. As horas a que correspondem cada um também irão variar de acordo com o horário de verão ou de inverno.

Tarifas de acesso às redes

A tarifa de acesso às redes é um tipo de imposto, com valores aprovados e divulgados pela ERSE (Entidade Reguladora de Serviços Energéticos) cada início de ano, paga por todos os consumidores de eletricidade e que corresponde a um valor total que engloba as tarifas pelo uso Global do Sistema, o uso da Rede de Transporte e o uso da Rede de Distribuição.

Estas tarifas são pagas em todas as tensões, no entanto, os clientes que utilizam BTN em seus imóveis, não irão vê-las detalhadas em suas faturas, pois costumam já vir incluídas nos preços apresentados pelas comercializadoras que atuam no setor doméstico (tanto no valor da potência quanto no do kWh).

Fatura Iberdrola

Para explicar uma Fatura Iberdola, tomaremos o exemplo a seguir:

Fatura Iberdrola
Fatura Iberdrola
Fatura Iberdrola

Trata-se de uma fatura, do ano de 2015, de um empresa com BTE, ou seja, consequentemente, tetra-horária, com um ciclo diário e uma potência contratada de 47,3kWh.

Primeira página

Fatura Iberdrola

O primeiro que visualizamos em nossa fatura, na parte superior esquerda, é a parte referente à “Dados da Fatura”. Ali encontraremos o período de faturação correspondente, o número da fatura, a data em que a mesma foi emitida e o prazo máximo para seu pagamento. Neste caso também encontraremos a informação “fatura com leitura real”, isso quer dizer que o titular (cujo nome e número de contribuinte aparecem a seguir), forneceu à companhia a leitura de seu contador, caso contrário, teríamos uma fatura com leitura estimada (em que a comercializadora, baseada em valores de faturas anteriores, faria uma estimação dos gastos energéticos para aquele período). Por último encontramos o número de contrato.

 

Leitura real do contador elétrico Todas as comercializadora de eletricidade costumam disponibilizar aos seus clientes uma maneira de contactá-las para que os próprios possam fornecer a leitura de seus contadores. No caso da Iberdrola, o telefone gratuito, e 24 horas, é: 800 507 507.

Logo abaixo encontramos o total a pagar da fatura e, a seguir, um resumo da mesma, em que se fraciona aquele valor para que possamos saber a que corresponde tudo que pagamos. No exemplo dado, verificamos a divisão entre energia (ou seja, o que foi consumido), acesso às redes e, por último, outras taxas e impostos obrigatórios na eletricidade.

Do lado direito, primeiro vemos o endereço ao que é remetida a correspondência e, logo abaixo, a morada a que corresponde aquele fornecimento (não necessariamente é a mesma a que será enviada a fatura) e, abaixo, um gráfico com o histórico de consumo do cliente nos últimos 15 meses, além de informação sobre o consumo médio diário durante o mês a que corresponde aquela fatura e também durante os últimos 14 meses.

Em “Dicas e Alertas” veremos um pouco de informação legal sobre o assunto e, em “Origem da Energia - Emissões” conheceremos qual o tipo de energia produzida e comercializada pela Iberdrola e também dados sobre a emissão de gases poluentes à atmosfera por parte desta companhia.

Por último, encontraremos informação sobre como o cliente poderá aderir ao débito direto, caso deseje realizar assim o pagamento das suas faturas ou para pagar através do Multibanco.

Segunda página

Fatura Iberdrola

Começamos esta segunda página com os “Dados da Instalação”. Aí, mais uma vez, repetimos o número do contrato, também encontramos o Código Ponto de Entrega (o CPE é um código exclusivo que identifica a instalação elétrica de cada morada) e as informações relativas à forma de pagamento escolhida pelo cliente que, neste exemplo de fatura Iberdrola, optou pelo débito direto. Ao lado encontramos o valor da potência contratada (em termos contratuais, o valor acordado entre o cliente e a companhia), a informação se o cliente possui, acordado com a comercializadora, o ciclo diário ou o semanal; e o nível de tensão (BTE, no caso utilizado como modelo).

Agora vem a parte mais complicada, “Detalhe da sua Fatura”, mas que, com toda a explicação que já foi fornecida ao princípio deste artigo, em que detalhamos o que significam vários termos técnicos utilizados no setor, não será difícil compreender:

  1. Começamos com “Energia faturada”, que diz respeito a quanto deveremos pagar pelos kWh de eletricidade, ou seja a energia ativa, consumidos durante aquele período de faturação. Como a fatura do exemplo que estamos a ver é de uma empresa com uma tarifa tetra-horária de ciclo diário, veremos a quantidade de kWh utilizada de acordo com cada período: Ponta, Cheia, Vazio e Super Vazio, multiplicada pelo preço do mesmo em cada um deles.

    Caso a tarifa contratada fosse opção simples, veríamos aí apenas uma linha, com uma única leitura de um total de kWh consumidos durante o mês a que corresponde à faturação. Se fosse bi-horário, veríamos os kWh de acordo com os horários de Vazio e Fora de Vazio e, no caso da tri-horária, Ponta, Cheia e Vazio.

    E, o “Total dos termos de energia” corresponde à soma do preço pago pelo consumo total de kWh.

  2. O item “Termo de redes de energia” refere-se às tarifas de acesso às redes que também irá dividir-se de acordo com o ciclo-horário que o cliente tem contratado; ou seja, aí também se multiplicará a quantidade total de kWh utilizados em cada período pelo seu preço correspondente de acordo com os valores aprovados e divulgados pela ERSE, como já explicamos anteriormente.

    Se o contrato do cliente for para BTN, provavelmente, não encontrará esta parte detalhada em sua fatura, pois, como já foi dito anteriormente, em Baixa Tensão Normal, geralmente, a tarifa de acesso às redes já tem o seu valor incluído nos preços dos termos de energia e de potência fornecidos pela comercializadora.

  3. “Termo de redes de potência” corresponde ao preço total pago pelo uso diário da potência durante aquele período de faturação (no modelo de Fatura Iberdrola utilizado, um período de 31 dias).

    Quando falamos de BTE e MT, o termo de potência estará dividido entre PTCON, potência contratada (que, como explicado mais acima, corresponde à máxima potência ativa média em kW registada durante um intervalo de 15 minutos sem interrupção) e PTHPT, potência em horas de ponta (que também já foi esclarecido no item 1.2.3 deste artigo).

    As horas de ponta para potência são as seguintes:

    • Período de Inverno (Outubro a Março): 9h30 às 10h30 e 18h00 às 20h30;
    • Período de Verão (Abril a Setembro): 10h30 às 13h00 e 19h30 às 21h00.

    No entanto, se falamos de BTN, ao contratar uma tarifa, o consumidor escolhe o valor da potência que quer para o seu imóvel, por exemplo, 6,9kVA e pagará diariamente sempre o mesmo preço pela utilização daquela potência. Por exemplo:

    Preço Potência Iberdrola - Plano Básico Casa/PME - Atualizado 21/02/2017
    Pot. Contratada (kVA) Tarifa Simples Tarifa Tri-horária
    Potência (€/dia) Potência (€/dia)
    1,15 0,0969 -
    2,3 0,1643
    3,45 0,1747
    4,6 0,2276
    5,75 0,2803
    6,9 0,3331
    10,35 0,4910
    13,8 0,6489
    17,25 0,8068
    20,7 0,9650
    27,6 - 1,5694
    34,5 1,9565
    41,4 2,3435
  4. No ponto “Termo de energia reativa” estará o cálculo gasto com este tipo de energia em BTE, MT e AT.

    Para calcular a energia reativa a faturar utiliza-se o fator tg φ, definido como o quociente entre a energia reativa e a energia ativa medidas durante um mesmo período. Quanto maior for a tg φ menor será o Fator de Potência e maior será a energia reativa a transitar nas redes.

    Como foi dito anteriormente, a energia reativa não é contabilizada em BTN, por isso, clientes de baixa tensão normal não verão esta soma em suas faturas.

  5. Para finalizar, em “Detalhe da sua Fatura”, ainda veremos o valor a pagar pelos impostos da eletricidade:

    • Imposto Especial de Consumo de Eletricidade (IEC): 0,001 euros por kWh consumidos;
    • Taxa Exploração DGEG: uma taxa fixa cujo valor é determinado pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG);
    • Contribuição audiovisual (CAV): em 2017 teve seu preço fixado em 2,85€ mais IVA de 6%.

Dúvidas sobre os impostos? Para saber mais detalhes sobre todos os impostos que terá que pagar junto com sua fatura de eletricidade, visite nosso artigo: Impostos na Eletricidade

Na fatura que temos de exemplo ainda consta a parte “Compensações de saldos credores”, em que virá refletido qualquer compensação que a companhia precise fazer ao cliente por algum pagamento a mais feito em outro período de faturação.

Abaixo disso veremos todas as duas últimas leituras feitas a partir do contador elétrico daquele imóvel e o consumo será determinado a partir de um cálculo de subtração entre a última e a penúltima leitura fornecidas.

Em Função, as quatro primeiras leituras correspondem ao consumo de energia ativa em horários de Ponta, Cheia, Vazio e Super Vazio; as quatro seguintes referem-se à energia reativa: ERFEV (Energia Reativa Fornecida em Vazio), ERCFV (Energia Reativa Consumida Fora de Vazio); e as quatro a seguir (a última já se encontra na terceira página da fatura) são relativas à potência (PTTMV e PTTFV só são utilizadas em MT e AT).

Terceira página

Fatura Iberdrola

Nesta última página do exemplo visto de Fatura Iberdrola, já só encontraremos umas últimas informações úteis, principalmente, com relação aos impostos cobrados na mesma.

É importante mencionar que, nesta fatura Iberdrola, todos os cálculos de preços que vimos já incluíam o valor do IVA de 23% (apenas a Contribuição Audiovisual conta com um IVA de 6%), sempre que aplicável. Ao contrário do que vimos nesta fatura da Iberdrola, a maior parte das companhias costuma adicionar o valor do IVA ao final, depois de realizar todos os gastos de consumo.

 

 

Ainda tem dúvidas em alguns pormenores da sua fatura?Todas as gestões em um só lugar. Auxiliamos gratuitamente!!
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